Petrobras diz que paralisação de funcionários não afetou operações

Funcionários da Petrobras
RIO DE JANEIRO
Petroleumworldbo.com 16 10 09
A Petrobras afirmou que todas as operações da companhia estão sendo mantidas e o abastecimento de combustíveis no país não sofreu alteração com a paralisação iniciada nesta quinta-feira, por tempo indeterminado, de parte dos funcionários da empresa.
A greve teve a adesão de seis sindicatos representantes da companhia - Rio Grande do Sul, Litoral Paulista, São José dos Campos, Rio de Janeiro, Alagoas/Sergipe e Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá. A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa a maior parte da categoria, não aderiu ao movimento, informou a assessoria de imprensa da entidade. A FUP não decretará a greve imediatamente porque considera que o assunto ainda não foi totalmente discutido.
"A Petrobras mantém a disposição de dialogar com todos os sindicatos a respeito da pauta de reivindicações da campanha salarial", frisa o comunicado divulgado pela companhia.
A paralisação tem o objetivo de pressionar a Petrobras a apresentar uma nova contraposta que atenda às reivindicações da categoria. Os petroleiros reivindicam reposição de 4,44% relativos às perdas salariais do período (INPC), ganho real de 10% e 23% de perdas acumuladas de 1994 até hoje. A Petrobras ofereceu reajuste salarial referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período do dissídio (setembro), e um ganho real de 1,5 por cento.
O coordenador jurídico da entidade, Edson Munhoz, disse que a greve está sendo deflagrada de forma progressiva para não danificar os equipamentos das refinarias. Ele admitiu que os efeitos da paralisação não serão sentidos imediatamente porque a Petrobras tem fôlego para manter o abastecimento do mercado por cerca de 10 a 15 dias.
Segundo Munhoz, somente com a adesão ao movimento dos trabalhadores filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que considera prematuro o movimento grevista, é que a produção, o abastecimento e o refino poderão ser afetados de forma mais significativa.
Ele avalia que aderiram à greve cerca de 10 mil dos 18 mil empregados filiados aos seis sindicatos de todo o país ligados à Frente Nacional. Segundo Munhoz, a paralisação já afetou os trabalhos nos terminais aquaviário da Baía de Guanabara e de Angra dos Reis.
- A gente deu início a greve nesta manhã, mas ela está evoluindo gradativamente até para não danificar os equipamentos. Já é mais intensa a paralisação nos terminais que recebem os navios com carregamento de combustíveis e também de petróleo da Bacia de Campos. Como ele repassa esses produtos para as refinarias de São Paulo e de Minas Gerais, ele é muito importante, pois, se para, bloqueia toda a remessa de matéria-prima para essas refinarias - afirmou.
Munhoz também informou que os trabalhadores do terminal de Cubatão (SP) também cruzaram os braços.
- O terminal de Cubatão também aderiu maciçamente ao movimento e só não paralisou totalmente as suas atividades para não danificar os equipamentos. Esse é um processo de paralisação de cerca de 24 horas, por uma questão técnica - disse.
Greve na CaixaOs funcionários da Caixa Econômica Federal continuam a greve iniciada no dia 24 de setembro, que entra nesta sexta-feira em seu 23º dia. A decisão foi tomada em assembleia realizada pelos funcionários, no fim da tarde desta quinta-feira, depois que os negociadores da Caixa frustraram as expectativas dos economiários, que reivindicam melhorias específicas nas condições de trabalho, o aumento do quadro de pessoal, a equiparação de direitos para os contratados depois de 1998 e mais participação nos lucros e resultados da empresa. Nova assembléai foi marcada para esta sexta-feira.
Nota de O Globo
O Globo 15 de outubro de 2009
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