Fomentar uma indústria criativa carioca é uma das alternativas à atual vocação econômica da cidade ligada ao petróleo. A idéia surgiu de representantes da sociedade civil, lideranças comunitárias, empresários e poder público, que participaram das oficinas do 'Pacto Carioca, o Rio que queremos ter'. A iniciativa é uma ação da Câmara Municipal e tem o objetivo de reunir sugestões para problemas crônicos da cidade e aproveitá-las no Plano Diretor, que está sendo revisto no momento.
- Foram feitas várias oficinas em janeiro e fevereiro que resultaram em sugestões. Ficou claro que temos que ter uma alternativa econômica efetiva à energia do Petróleo, já que a cidade tem potencial para outras atividades. Investir de forma criativa nas áreas de turismo, cultura e meio ambiente foi uma proposta que surgiu para ajudar em nosso desenvolvimento – informa Aspásia Camargo, presidente da comissão do Plano Diretor na Câmara e organizadora do Pacto.
Ela explica que surgiram várias idéias viáveis nas oficinas, como incentivar o turismo aquático - já que temos uma rede de lagoas e a própria Baia de Guanabara. Investir nos setores de gastronomia e moda, além de melhorar e ampliar nosso sistema de museus, também são alternativas apontadas como possíveis para contribuir para o desenvolvimento do Rio.
--- O Rio precisa deixar de improvisar em alguns setores que seriam rentáveis para a cidade. Só para citar alguns exemplos, ano passado a economia da Inglaterra cresceu 3,5%. A indústria criativa, formada pela tríade turismo, meio ambiente e cultura, cresceu no mesmo país 6,5%. Paris tem 270 museus. Aqui temos alguns funcionando de forma precária. O resultado das oficinas nos mostra que devemos nos espelhar em experiências como essas.
Martha Neiva Moreira / O Globo / 5.3.2010